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Entorse de Tornozelo

A entorse de tornozelo é uma lesão traumática da articulação do pé, que pode ocasionar um estiramento ou ruptura dos ligamentos desta articulação. O mecanismo de lesão mais comum é a inversão do pé associada à flexão plantar, forçando a articulação para fora.

Esse mecanismo compromete a estabilidade lateral do tornozelo que é contida pelos ligamentos talofibular anterior, fibulocalcâneo e talofibular posterior.

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Já as entorses em eversão, quando há uma força do pé para dentro, pode afetar o ligamento deltoide (complexo ligamentar medial). Esse tipo de entorse é mais raro, devido à maior resistência desse ligamento.

A classificação da entorse de tornozelo é feita através do exame clínico e é dividida em três diferentes níveis:

– Grau 1: Estiramento ligamentar, mas sem ruptura dos mesmos.
– Grau 2: Lesão ligamentar parcial.
– Grau 3: Lesão ligamentar total.

Os sintomas encontrados são: dor, edema e hematoma na região, diminuição da amplitude de movimento e dificuldade para caminhar ou descarregar peso. Quanto mais grave a lesão, mais evidentes os sintomas.

O tratamento consiste em repouso, elevação do membro afetado, aplicação de gelo no local, compressão, drenagem linfática manual, proteção articular com imobilizador, uso de medicamento (podem ser prescritos analgésicos e anti-inflamatórios, conforme orientação médica) e fisioterapia para proporcionar uma reabilitação mais adequada e acelerada para o retorno às atividades diárias do paciente.

A fisioterapia consiste na utilização de recursos pró-inflamatórios, anti-inflamatórios e analgésicos (Laser, Ultrassom e Corrente Analgésica) para aceleração do processo de reparação tecidual, melhora do quadro inflamatório e diminuição da dor; drenagem linfática para diminuição do edema; mobilizações para aumento da amplitude de movimento; fortalecimento muscular para recuperação da força perdida principalmente em função do imobilismo; e por fim, treinamento sensório motor envolvendo propriocepção, equilíbrio, agilidade, coordenação e exercícios funcionais voltados para a atividade em específico do paciente, para minimizar as chances de uma recidiva e para que o paciente retorne às suas atividades.

Fica a dica: Se você sofreu uma entorse, não abandone a fisioterapia, pois apesar da diminuição ou ausência dos sintomas, após a lesão, o tornozelo fica muito instável e susceptível a uma nova entorse, portanto a reabilitação sensório motora, realizada no final do tratamento, é de fundamental importância para que não ocorra essas recidivas.